Avião ecológico: aeronaves investem em propulsão elétrica para reduzir impacto climático

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Em associação com a Rolls-Royce e a alemã Siemens, o europeu Airbus trabalha em seu E-Fan X, um avião de teste elétrico híbrido que deve começar a voar em 2020.

“Um dos maiores desafios é armazenar eletricidade, mas a tecnologia das baterias é provavelmente a que mais atrai os investidores no mundo. Isso vai progredir”, explica à AFP Glenn Llewellyn, diretor da Airbus Electrificacion.

Zunum Aero, patrocinado pelo americano Boeing, espera comercializar um avião elétrico híbrido de 12 lugares a partir de 2022, e depois passar aos aviões maiores.

“O preço que buscamos é mais ou menos o mesmo que o dos aviões de hoje, mas seus gastos de exploração serão muito menores: 60 a 70% menos que um avião equivalente atualmente”, afirma Matt Knapp, o fundador desta start-up.

Assim, a transição para a eletricidade promete ser positiva para os bons negócios. Além disso, um status quo pode acabar penalizando o transporte aéreo, que já é o vilão ecológico e pode se ver afetado por restrições regulamentares ou taxas.

Este novo modo de operar gerará, além disso, uma clara redução dos incômodos sonoros, o que permitiria aos aviões voarem perto das cidades, operar durante as 24 horas do dia e em pistas mais curtas graças ao menor tempo de aceleração.

“Ainda há muitas questões a serem resolvidas: as condições glaciares, os fortes ventos…”, admite Stein Nilsen, presidente do Widerøe. “Mas se conseguimos aqui na Noruega, certamente este aparelho poderá enfrentar qualquer tipo de condições em qualquer parte do mundo”.