Área de Mata Atlântica é transformada em parque ecológico em Morretes, no litoral do Paraná

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ma área de Mata Atlântica aos pés da Serra da Graciosa foi transformada em parque ecológico, em Morretes, no litoral do Paraná. O espaço, que inaugura neste sábado (3), oferece diversas atividades com um principal objetivo: conectar as pessoas com a natureza.

Assista ao vídeo acima. De preferência, use fones de ouvido para melhor qualidade do som.

Do total de 250 hectares da área do parque, apenas três são de espaço construído, transformado para receber visitantes de todas as idades.

A entrada no parque custa R$ 60 (idosos e estudantes pagam meia). Crianças de até três anos não pagam. Outras atividades oferecidas têm preços diferenciados – confira no final da reportagem.

A propriedade é privada e tem licenciamento ambiental junto às autoridades, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que acompanha as atividades desenvolvidas.

A ambientalista e idealizadora do parque, Tatiana Perim, tem o parque como um projeto de vida. Ela conta que tudo começou a ser montado há quatro anos.

No local, segundo ela, os turistas intensificam a proximidade com os valores de amor às riquezas naturais da região e também trabalham o auto-conhecimento.

“Promover o amor à natureza é você se sentir parte dela. É uma relação quase intimista (…) O que a gente quer mostrar é que a natureza tem muito a ensinar, e a gente quer fazer isso de uma forma divertida, através do encantamento mesmo, para que a pessoa se sinta parte integrante”, afirma.

Depois, o caminho segue por três trilhas de diferentes dificuldades. A mais longa, a Trilha de Peabiru, tem 1.190 metros a serem percorridos em meio a natureza. O trajeto leva cerca de uma hora para ser feito. A trilha recebe este nome porque leva o visitante a conhecer mais sobre o caminho percorrido pelos índios.

Para contar a história, foram instaladas ilustrações em acrílico durante todo o percurso.

A bióloga Mariana Bassouto conta que a área cortada pelas trilhas é rica em biodiversidade e que, com um pouco de sorte, é possível encontrar diversos tipos de animais durante o passeio.

“A Mata Atlântica tem uma importância enorme principalmente pela diversidade. Em um metro quadrado a gente consegue encontrar mais de cem espécies. Então a gente está em uma das áreas mais ricas do Brasil”, diz a bióloga.

Além da trilha do Peabiru, o parque possui também a trilha das Aves. Nela, o visitante leva em torno de uma hora para conhecer os 925 metros de área.

A terceira trilha, considerada mais leve, é a da Mata, com 553 metros de extensão e um percurso que leva em torno de 40 minutos.

Seja qual for o trajeto a ser percorrido no local, é bom estar confortável. É recomendável usar roupas leves, tênis ou bota. Não é permitido usar chinelo ou sapatos abertos nas trilhas. Os guias também recomendam que o turista se prepare para os dias com possibilidade de chuva.

No parque, também foi construída uma área reservada para a educação ambiental. A área foi montada para receber oficinas sobre o assunto.

A estrutura foi feita com técnicas de construção civil de baixo impacto ao meio ambiente. Funcionários do parque explicam aos visitantes sobre o plantio e beneficiamento de alimentos, além de tecnologias sustentáveis.